História de São Paulo - São Paulo Futebol Clube

Histórico da Página | Voltar à Página do Time

Descrição

O São Paulo Futebol Clube (conhecido apenas por São Paulo e cujo acrônimo é SPFC) é uma associação esportiva brasileira. Fundado em 1930 e refundado em 1935 após um breve período de inatividade, é um dos principais clubes esportivos do país e do mundo. Possui alguma tradição em outros esportes que não o futebol — sua principal modalidade e única profissional — tais como o atletismo e o boxe.

É o clube mais bem sucedido do futebol brasileiro, conquistou vinte e dois campeonatos estaduais, seis Campeonatos Brasileiros — além de ser o único a conquistá-lo três vezes seguidas em 2006, 2007 e 2008 —, três Libertadores e três Mundiais.

No âmbito nacional, o São Paulo Futebol Clube só deixa de estar na primeira colocação no ranking da CBF, onde aparece em quinto. Já pelas classificações da revista Placar, Folha de São Paulo e RSSSF ele aparece sempre em primeiro.

O Tricolor do Morumbi, como é conhecido popularmente, também é um dos maiores clubes do mundo ocupando a sexta colocação segundo a Folha de São Paulo. Pelo ranking da CONMEBOL atualizado até 2006, o clube é o primeiro entre os brasileiros e o sétimo no geral entre os países participantes. Já para a IFFHS, órgão de estatística reconhecido pela FIFA e que produz mensalmente um ranking de clubes, o Tricolor Paulista, outro nome pelo qual é conhecido, é o 20º melhor clube atualmente e o 17º. melhor de todos os tempos, sendo o primeiro entre os clubes brasileiros.
 



 

História

No dia 26 de janeiro de 1930 foi assinada a ata de fundação do São Paulo da Floresta, nascido da união entre a Associação Atlética das Palmeiras e o Club Athlético Paulistano ficando como data magna do clube o dia 25 de janeiro de 1930, dia e mês em que foi fundada a cidade de São Paulo. Conservando as tradições do passado, o uniforme do novo clube estamparia as faixas vermelhas e pretas em homenagem aos dois clubes fundadores.

Como conquistas, o Tricolor Paulista venceu o Campeonato Paulista de 1931 em seu segundo ano de vida, e conseguiu sagrar-se vice em 1930, 1932, 1933 e 1934. Foi também vice-campeão do Torneio Rio-São Paulo de 1933. Portanto, o Tricolor Paulista, clube recém fundado, estava no topo do futebol local, um fato extraordinário, mas nem tanto se levadas em considerações suas origens vencedoras.

Porém o São Paulo da Floresta viu-se obrigado a fechar suas portas devido ao erro grave de comprar uma suntuosa sede na Rua Conselheiro Crispiniano, um pequeno palácio conhecido como "Trocadero", ao custo de 190 contos de réis, dívida esta que não foi saldada. A solução encontrada foi, então, fundir-se ao Clube de Regatas Tietê ao dia 14 de maio de 1935 e se desfiliar da APEA.

Após a fusão com o C.R. Tietê, alguns antigos sócios do Tricolor Paulista, inconformados com a fusão, decidiram restabelecer o clube, surgindo assim no dia 4 de junho de 1935 o Clube Atlético São Paulo. E no dia 16 de dezembro de 1935 ressurgiria o São Paulo Futebol Clube que, depois de tantos empecilhos e ressurreições, ganhou o apelido de "Clube da Fé" do jornalista Thomaz Mazzoni.

O São Paulo Futebol Clube recebeu o título de "O Mais Querido" durante o período da ditadura Vargas, no qual eram proibidas as ostentações das bandeiras estaduais. Na ocasião da inauguração do Estádio do Pacaembu em 27 de abril de 1940, o Tricolor Paulista entrou ostentando o nome e as cores do time que são as mesmas do estado de São Paulo. O estádio inteiro e os locutores de todas as rádios, revoltados com a censura, driblaram-na aplaudindo de pé o time que carrega até hoje as cores vermelho, preto e branco.

No dia seguinte, o jornal A Gazeta Esportiva estampava em sua capa a manchete "O Clube Mais Querido da Cidade". Passado mais um tempo, o DEIP — Departamento Estadual de Imprensa e Propaganda — promoveu um concurso público entre torcedores de todas as agremiações da época. Com Corinthians e Palestra Itália sendo favoritos — pois possuíam as maiores torcidas —, o vencedor acabou sendo o São Paulo com 5.523 votos, mais que a soma de votos dos seus dois principais concorrentes. Até hoje o slogan "O Mais Querido" figura entre os impressos de correspondência do clube.

Porém foi somente em 1942 que tudo mudou para o clube com a contratação mais cara do futebol da época: Leônidas da Silva. Ele fora contratado para que o clube conquistasse seu segundo título paulista. E deu certo! Na reunião que definiria o calendário do Paulista de 1943 na sede da Federação Paulista um dirigente do Corinthians disse que o encontro não era necessário pois, ao lançar uma moeda ao ar, o campeão seria definido: se desse cara o campeão seria o Corinthians e se desse coroa, o Palmeiras — antigo Palestra Itália. Ao ser questionado sobre o São Paulo pelo representante tricolor, o dirigente respondeu que se a moeda parasse em pé o campeão seria o São Paulo e se parasse no ar seria a Portuguesa. Realmente até aquele momento o Tricolor era tratado com um time mediano que não rivalizava com os rivais supracitados. Dessa maneira se iniciou o campeonato, com o São Paulo disposto a quebrar a hegemonia de Corinthians e Palmeiras. Até que no último jogo, contra o Palmeiras, o São Paulo segura um empate sem gols e fatura o título do ano em que a moeda caiu em pé. Por conta dessa conquista o então Grêmio são-paulino fez uma marcha à noite com um carro alegórico que continha uma moeda em pé somente para ir buscar a Taça dos Invictos no prédio de A Gazeta Esportiva.

A partir daí o Tricolor do Morumbi conquistou cinco títulos na década de 1940, com o Paulista de 1943, os bicampeonatos do Paulista de 1945/Paulista de 1946 e Paulista de 1948/Paulista de 1949.

Em 1950 o craque do clube, Leônidas, se aposentou e junto a isso começou a tomar força um movimento para a construção de um estádio. Com isso o clube sanou suas dívidas e partiu em busca de um terreno para a construção. Após o terreno na área do que é hoje o bairro do Morumbi, a pedra fundamental foi lançada e em 1953 teve início a construção com o futebol sendo relegado a segundo plano. Mesmo assim, o clube conquistou os Paulistas 1953 e 1957.

Em 1960 o estádio Cícero Pompeu de Toledo foi parcialmente inaugurado de modo a aumentar a arrecadação do clube. Com todos os esforçoes sendo desviados para o estádio ainda inacabado, o clube ficou o período entre 1957 e 1970 sem conquistar títulos oficiais. Somente após a inauguração total, em 1970, é que vieram os títulos com os Paulistas de 1970, 1971 e 1975 e o inédito Campeonato Brasileiro de 1977. Houve ainda os vice-campeonatos do Brasileiro de 1971, Brasileiro de 1973 e da Libertadores de 1974.

A década de 1980 se inicia com o bicampeonato paulista de 1980 e 1981 e em 1984 o time forma os chamados Menudos do Morumbi, em alusão ao clube porto-riquenho Menudo, com vários jogadores vindos da base, entre eles, Müller. Com esse time o clube conquista o bicampeonato brasileiro em 1986 e os Paulistas de 1985 e 1987. Já sem os "Menudos", o clube conquista o Paulista de 1989.

Em 1990 o São Paulo começa mal e coube a Telê Santana recuperar o time. Já em 1991 o time conquista o Paulista de 1991 e o tricampeonado Brasileiro em 1991. Logo após, conquista o bicampeonato da Copa Libertadores da América em 1992 e 1993 e o bicampeonato Mundial Interclubes também em 1992 e 1993. O São Paulo conquistou ainda o Paulista de 1992, a Supercopa de 1993, as Recopas Sul-Americanas de 1993 e 1994, a Copa Conmebol de 1994, a Copa Master da Conmebol de 1996 e o Paulista de 1998.

Com as conquistas do Campeonato Paulista de 2000 e do Rio-São Paulo de 2001 o time parecia engrenado, mas foi somente com uma reformulação no elenco que o time conquistou, em 2005, o Campeonato Paulista, a Libertadores da América e novamente o mundo. Após essa conquista o desmanche no elenco foi inevitável.

Durante os anos de 2006, 2007 e 2008 o clube tentou a conquista da América e do mundo novamente, mas sem sucesso. Coube então ao time se esforçar para a conquista do inédito tricampeonato brasileiro de 2006, 2007 e 2008.
 



 

Símbolos

O Tricolor Paulista teve, ao longo de sua história, o mesmo nome, as mesmas cores, o mesmo escudo, o mesmo uniforme e a mesma bandeira.

Os fundadores do São Paulo Futebol Clube queriam um nome, cores e formas que representassem suas vontades como esportistas. Para isso, foi retirado o vermelho do C.A. Paulistano, o preto da A.A. das Palmeiras e o branco de ambos, simbolizando a união dos times em um outro, maior. Assim nasciam as três cores do clube.

Já o escudo e os uniformes do São Paulo Futebol Clube foram desenhados por um alemão, de nome Walter Ostrich, que era simpatizante do novo clube em formação, com a ajuda de Firmiano de Moraes Pinto.

Escudo
 
De acordo com o estatuto do clube, o símbolo do Tricolor Paulista é formado por um triângulo isósceles branco, invertido, com base maior elevada por um retângulo com altura igual à metade da lateral do referido triângulo. Dentro dessa parte alongada encontra-se outro retângulo, de cor preta, com as iniciais SPFC em branco. No interior do triângulo uma faixa branca de largura igual a um quarto da lateral menor com dois triângulos escalenos, um vermelho à esquerda e outro preto, à direita.

As estrelas foram introduzidas posteriormente e também tem um significado especial. As duas douradas, introduzidas no escudo em 1955 e, posteriormente, no uniforme em 1997, representam os recordes mundiais e olímpicos conquistados por Adhemar Ferreira da Silva nas Olimpíadas de 1952 em Helsinque e nos Jogos Pan-americanos de 1955 no México.

Já as três estrelas vermelhas, ao centro, introduzidas em 2000, representam o tricampeonato Mundial conquistado no Japão, nos anos de 1992, 1993 e 2005.

Pelo estatuto não são permitidas inclusões de títulos considerados de menor importância. Campeonatos continentais, nacionais, estaduais ou amistosos jamais poderão ser representados por estrelas.

Uniformes

De acordo com o estatuto do São Paulo Futebol Clube, os uniformes tem que ser produzidos de acordo com as normas pré-estabelecidas. É permitida apenas a aplicação de patches nas mangas enquanto o clube detiver o título de determinado campeonato ou por algum outro motivo especial.

Além das mudanças estéticas, houve a mudança na própria estrutura e tecido do uniforme. Até a década de 1970 os uniformes eram produzidos em algodão puro, o calção chegava a ser, por vezes, de brim e os meiões eram amarrados à canela para não caírem. Somente no final dos anos 70 é que começou a ser usada uma mescla de fibras para, em 1986, o poliéster ser incorporado ao material das camisas juntamente ao algodão. Com isso as camisas ficaram mais leves e não encharcavam como as antigas. Somente no meio da década de 1990 é que o tecido 100% poliéster começou a ser utilizado. Em 2000 surgiram as primeiras camisas que retinham menos suor e com alta capacidade de evaporação. Atualmente os materiais dos uniformes continuam evoluindo com novas composições de tramas para proporcionar aos jogadores a melhor condição de jogo.

Uniforme titular

O uniforme titular é composto de camisa branca com três faixas horizontais à altura do peito sendo a primeira vermelha seguidas pela branca e pela preta. As faixas vermelha e preta devem ter cinco centímetros de largura e a branca deve ter largura igual a 2,5 centímetros. O escudo cobre inteiramente as faixas. Esse uniforme é a mistura perfeita dos clubes que deram origem ao Tricolor do Morumbi, o C.A. Paulistano e a A.A. das Palmeiras uma vez que o primeiro possuía uma faixa vermelha e o segundo uma preta no uniforme. O calção e as meias são igualmente brancas.

Uniforme reserva

Já o uniforme reserva é composto alternadamente por faixas vermelhas, brancas, pretas e novamente brancas, todas verticais. Na altura do coração encontra-se o escudo do clube. As faixas vermelhas e pretas possuem 4,5 centímetros de largura e as brancas tem largura de 1,5 centímetros. O calção e as meias são pretas.

Uniforme alternativo

O uniforme alternativo, conhecido também como terceiro uniforme, não é permitido pelo estatuto do clube. O que não impediu o clube de produzi-los em épocas distintas — 1944, 1966, 1984, 1985 e 2000 —, mas sempre com vida curta (alguns chegaram a ser utilizados em apenas uma partida). Já ocorreu de ser criado um terceiro e um quarto uniformes praticamente iguais aos oficiais porém com pequenas mudanças, tal qual uma gola alusiva aos anos 80 para a disputa de jogos da Copa Libertadores da América de 2007.

A partir de 2008 a Reebok pretende lançar a cada ano uma "Camisa Oficial da Torcida Tricolor", uma espécie de terceiro uniforme que não entrará em campo em partidas oficiais servindo para vendas à torcida. A primeira camisa desse tipo foi chamada de "Torcida Black" — uma camisa preta com uma listra vertical vermelha e uma branca à esquerda —, já a segunda camisa desse tipo a ser produzida foi inspirada no terceiro uniforme que o time usou em 1966.

Mascote

Até hoje o São Paulo Futebol Clube teve apenas uma mascote, que ficou marcada em sua história. Criada na década de 40 por um cartunista do jornal A Gazeta Esportiva, a imagem do santo agradou a todos os são-paulinos permanecendo até hoje como mascote oficial do clube e, apesar do verdadeiro São Paulo ter morrido jovem, é representada por um velhinho de barba branca. É chamada de "Santo" Paulo para não confundir com o nome do clube.

Hino
 
Representação do Santo Paulo, mascote do clube. (Imagem: tales.ebner)O hino do São Paulo Futebol Clube — composto por Porfírio da Paz em 1935 e oficializado em 1942 — passou por diversas alterações até chegar à atual estrutura.

A criação do hino foi um tanto quanto atípica e comovente. Porfírio da Paz em 1935, à época tenente da Força Pública e farmacêutico, acabara de ser informado que perderia sua casa por falta de pagamento e por conta do nervosismo, cantarolava uma canção entoando o nome do clube do qual era apaixonado. Mais tarde e mais calmo, pôs no papel a letra que viria a ser o hino do São Paulo Futebol Clube.

“ Quase tudo que recebia ia para o clube. Quando fui avisado da perda da casa, fiquei desolado. Andava de um lado para o outro, sem saber o que fazer. Mas o amor pelo São Paulo foi maior e, ao invés de desistir, comecei a cantarolar: 'Salve o tricolor paulista' e compus o hino do clube. Foi cantando o hino que eu e minha família deixamos nossa casa. ”
  — Porfírio da Paz,

No lançamento do hino em 1942 e contando com diversos segmentos esportivos, Porfírio apresentou o então hino do clube. Mas uma das estrofes em particular, a sétima, causou certas interpretações errôneas. Ela continha a rima «Do Palmeiras também trazes» em referência à A.A. das Palmeiras, clube este que se fundiu ao Paulistano para formar o Tricolor Paulista. Porém o Palestra Itália havia alterado seu nome para Palmeiras o que fez gerar toda uma confusão.

Porfírio então substituiu a palavra "Palmeiras" pela palavra "Floresta", região onde se localizava o São Paulo e muitos outros clubes da época ficando, pois, «Da Floresta também trazes». Por não haver uma ligação estreita com o clube, Porfírio viu-se obrigado a remodelar totalmente a estrofe. Deixando a sétima estrofe do hino da maneira como a conhecemos hoje. O estribilho também fora mudado acrescentando-se o advérbio "já".

Depois de mudado quase que por completo, no dia 29 de abril de 1966, Porfírio pediu licença em uma reunião no Egrégio Conselho Deliberativo para que pudesse cantar o hino definitivo do clube. Aproveitou a ocasião para também doar todos os direitos autorais ao Tricolor do Morumbi.
 



 

Torcida

Aquecimento da torcida antes do início de uma partida. (Imagem: tales.ebner)Segundo pesquisa realizada pelo instituto Datafolha, em 19 de dezembro de 2007, o clube possui a terceira maior torcida do país, atrás somente de Flamengo e Corinthians. No estado e na cidade de São Paulo, o clube conta com a segunda maior torcida.]

Além disso, ainda pelo instituto Datafolha em pesquisa realizada em 31 de julho de 2008, na faixa de quatro a doze anos de idade, o São Paulo Futebol Clube encontra-se na segunda posição, atrás apenas do Flamengo. Já no âmbito mundial existem 2 levantamentos, em um deles a torcida do Tricolor Paulista é a sétima maior, ficando na frente de clubes mundialmente consagrados como Milan, River Plate, Real Madrid, Barcelona e Internazionale. Já no segundo ela chega à quinta posição no mundo ultrapassando Juventus e Boca Juniors que na pesquisa anterior ficam à frente. Ambos resultados foram obtidos com o relacionamento de diferentes pesquisas de clubes ao redor do mundo.

Em pesquisa da revista Placar, o São Paulo aparece em quarto lugar no que tange ao número de sócio-torcedores, ficando atrás, respectivamente, de Internacional, Grêmio e Corinthians com um número total de 42 mil sócio-torcedores.

Na cidade de São Paulo, a torcida são-paulina é, percentualmente, a terceira que mais frequenta os estádios nos jogos do clube com 25% de assiduidade, à frente dos torcedores corintianos e atrás dos palmeirenses e santistas. Porém, pela margem de erro da pesquisa efetuada pelo Datafolha, de dois pontos percentuais, os quatro grandes times do estado estão empatados tecnicamente.

Em pequisa de 28 de janeiro de 2009, o "instituto Análise, Pesquisa e Planejamento de Mercado", a pedido da Veja São Paulo — suplemento regional da revista Veja —, constatou que o São Paulo Futebol Clube é o time que mais possui identificação com a capital paulista.

Torcida organizada

O São Paulo foi pioneiro em torcidas organizadas. Em 1939 o cardeal são-paulino Manoel Raymundo Paes de Almeida fundou na Mooca o Grêmio são-paulino, que depois se transformaria na Tusp — Torcida Uniformizada do São Paulo. Hoje o clube tem como principais torcidas organizadas a Torcida Independente] e a Torcida Dragões da Real e é um dos poucos clubes a ter duas torcidas organizadas ditas grandes. Possui ainda outra organizada, a Falange Tricolor.

O clube possui ainda o Movimento São-Paulinos que consiste em um grupo de torcedores que apoia o time durante os jogos, uma espécie de barra brava, não sendo considerado assim uma torcida organizada.

Rivalidades históricas
 
O São Paulo tem como principais rivais Santos, Palmeiras e Corinthians, sendo que os dois últimos formam, juntamente com o Tricolor Paulista, o chamado Trio de Ferro. Os quatro clubes dividem a preferência dos torcedores devido aos vários títulos conquistados.

Os nomes dos clássicos citados a seguir foram criados por Thomaz Mazzoni jornalista do jornal A Gazeta Esportiva nas décadas de 40 e 50.

O clássico entre São Paulo e Santos, o San-São, é conhecido pelas vitórias imprevisíveis para ambos os lados. Nesse clássico, o terceiro que mais ocorreu contra o São Paulo, o que chama a atenção é o desequilíbrio — mais de 30 vitórias de diferença para o clube da capital.

O Choque Rei, clássico entre São Paulo e Palmeiras, é um dos que possui mais rivalidade no futebol mundial, segundo o FootballDerbies.com, ocupando o 20º. lugar e o segundo maior do Brasil. Rivalidade esta, alimentada na década de 40 onde o São Paulo representava o espírito dos paulistas contra a ditadura brasileira e que foi acusado pelo Palmeiras de ter sido o responsável pela pressão sofrida para a troca de nome de Palestra Itália para Palmeiras e de ter tentado tomar o Estádio Palestra Itália.

Majestoso foi o nome dado para o clássico envolvendo São Paulo e Corinthians na ocasião do jogo válido pelo Campeonato Paulista de 1942 quando, para verem a estreia de Leônidas da Silva pelo São Paulo, 70.281 pessoas compareceram ao Estádio do Pacaembu, sendo o time que mais vezes enfrentou o Tricolor do Morumbi. É considerado como um dos maiores clássicos do mundo, e consequentemente do Brasil com a segunda posição, segundo a revista World Soccer figurando na 18ª. posição geral
 



 

Estrutura

Com capacidade para 73.501 pessoas, o Estádio Cícero Pompeu de Toledo, também conhecido como Estádio do Morumbi, foi inaugurado em 2 de outubro de 1960 com o estádio ainda inacabado e sua primeira partida foi entre São Paulo Futebol Clube e Sporting Lisboa de Portugal, sendo a partida vencida pelos donos da casa pelo placar de 1 a 0. O gol dessa partida foi marcado pelo jogador Peixinho. Em um cruzamento, ele mergulhou para cabecear a bola próximo do chão. Desde então essa jogada ficou conhecida no Brasil como "gol de peixinho".

A inauguração total se deu em 25 de janeiro de 1970 em uma partida entre o Tricolor Paulista e o Porto, também de Portugal, que terminou empatada em 1 a 1 com gols de Vieira Nunes para o Porto e Miruca para o São Paulo.

É o terceiro maior estádio do Brasil, sendo o primeiro entre os estádios particulares. É também o oitavo maior estádio pertencente a um clube no mundo e está na 38ª. colocação geral
 



 

Títulos

Em quantidade de títulos, o São Paulo Futebol Clube é o mais vitorioso do futebol brasileiro. É o clube que tem mais conquistas nos três principais torneios de futebol disputados por clubes nacionais: Campeonato Brasileiro (seis títulos), Copa Libertadores da América (três títulos) e Campeonato Mundial de Clubes (três títulos).

Pelo Campeonato Brasileiro o Tricolor do Morumbi é o único clube a ser campeão em todas as décadas da competição e o único a ser tricampeão seguido — 2006, 2007 e 2008.

Já pelo Campeonato Paulista, o Tricolor Paulista é o clube mais vezes campeão pela Federação Paulista de Futebol com vinte títulos de 1941 até hoje. É o clube que mais vezes foi campeão paulista profissionalmente — desde 1933, vinte títulos. Além de ter a melhor média de títulos por idade — ano de fundação — no Campeonato Paulista e de tê-lo conquistado em todas as décadas da competição.

Ainda pelo campeonato estadual e considerando uma década o período entre o ano 0 e o ano 9 (como em 1940 a 1949), o clube é o que mais vezes recebeu, juntamente com Corinthians, a "coroação" de Rei da Década, cinco (década de 40 — cinco títulos — década de 70 — três títulos — década de 80 — cinco títulos — década de 90 — três títulos — e década de 2000 — três títulos. Se considerada entre o período do ano 1 até o ano 10 (como em 1941 a 1950) e seguindo diversas publicações editorias, o São Paulo passa a ser absoluto nessa conquista com quatro títulos (as mesmas décadas anteriores mas sem a década de 2000, ainda não finalizada nesse cenário).

O São Paulo Futebol Clube chegou a conquistar sete títulos com sua equipe principal em 1993, quando o Tricolor do Morumbi foi campeão da Taça Libertadores, da Supercopa Libertadores, da Recopa Sul-Americana, do Copa Européia/Sul-Americana de 1993 e dos torneios Ciudad de Santiago, Santiago de Compostela e Troféu Jalisco. Já conquistou também a tríplice coroa por três vezes — uma delas internacional, em 1992 e as outras duas nacionais, em 1992 e 2005 — e a quádrupla coroa internacional uma vez, em 1993.

Abaixo constam os principais títulos conquistados pelo clube paulista em toda sua história.

Mundiais
 
Mundial de Clubes da FIFA: 1

(2005)
 Mundial Interclubes: 2

(1992, 1993)
Continentais
 
Copa Libertadores da América: 3

(1992, 1993, 2005)
 Recopa Sul-Americana: 2

(1993, 1994)
 Supercopa Libertadores: 1

(1993)
 Copa Conmebol: 1

(1994)
 Copa Master da Conmebol: 1

(1996)
Nacionais

  Campeonato Brasileiro: 6

(1977, 1986, 1991, 2006, 2007, 2008) 
 Regionais

x Torneio Rio-São Paulo: 1

(2001)
Estaduais

 Campeonato Paulista: 21

(1931[n.b. 3], 1943, 1945, 1946, 1948, 1949, 1953, 1957, 1970, 1971, 1975, 1980, 1981, 1985, 1987, 1989, 1991, 1992, 1998, 2000 e 2005)
 Supercampeonato Paulista: 1

(2002)



Esquadra

NomePosiçãoNível FãsGrupos
Dagoberto Pelentier
Falta
44
0
Rogério Ceni
Gol
169
0
Alex Sandro Da Silva
Defesa
8
0
Marlos Romero Bonfim
Meio de Campo
19
0
Jean Raphael Vanderlei Moreira
Meio de Campo
5
0
Carlos Henrique Casimiro
Meio de Campo
1
0
Lucas Rodrigues Moura da Silva
Meio de Campo
10
0
Luiz Fernando Pereira Da Silva
Falta
1
0
Henrique Almeida Caixeta Nascentes
Falta
6
0
Alexandre Luiz Reame
Defesa
1
0
Dênis César De Matos
Gol
1
0
Jose Vitor Rodrigues Ribeiro da Silva
Meio de Campo
0
0
Wellington Aparecido Martins
Meio de Campo
1
0
Carlos Pereira Berto Junior
Meio de Campo
2
0
Ilson Pereira Dias Júnior
Defesa
5
0
João Miranda de Souza Filho
Defesa
12
0
Rodrigo Ribeiro Souto
Meio de Campo
1
0
Última Edição por:
Em: agosto 22, 2009
Versão: 6