História de Netherlands - Netherlands Futebol Clube

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Descrição

A Seleção Neerlandesa de Futebol, comumente denominada Seleção "Holandesa" de Futebol, representa os Países Baixos nas competições de futebol da UEFA e FIFA.


 

História

A Seleção Neerlandesa nasceu em 21 de Agosto de 1900, em Amesterdã. Em 1908, se filiou à FIFA.

A Seleção Neerlandesa de Futebol, conhecida por seus torcedores como Oranje, em função de seu uniforme laranja, é uma das melhores seleções europeias, tendo conquistado a Eurocopa em 1988 e chegado a duas finais de Copas do Mundo, perdendo ambas (1974 e 1978).

Além disto, foi campeã do torneio de futebol das Olimpíadas de 1968 e 1972.

Os Países Baixos participaram de sua primeira Copa do Mundo em 1934, e depois de retornar em 1938, desapareceu do mundo do futebol. Voltaram nos anos 70 com a invenção do Futebol total. Teve como pioneiro o clube Ajax Amsterdam. Tendo os craques Ruud Krol, Rob Rensenbrink, Johnny Rep, Johan Neeskens e os gêmeos René e Willy van de Kerkhof, liderados pelo gênio criativo de Johan Cruijff, os neerlandeses foram longe, chegando a duas finais de Copa do Mundo na década de 70. O time tornou-se uma potência desde então, ganhando a Eurocopa de 1988, na grande equipe de Ruud Gullit, Marco van Basten e Frank Rijkaard. A grande equipe decepcionaria no retorno às Copas, no mundial de 1990, despedindo-se nas oitavas-de-final e sem ter apresentado futebol empolgante. Uma nova safra faria bonito nos dois mundiais seguintes, com Dennis Bergkamp e outros gêmeos, Frank e Ronald de Boer.

Embora Portugal tivesse recrutado jogadores de suas então colónias africanas já nos anos 60, e, antes dele, a França já o tivesse feito nos anos 30, ainda assim a Seleção Neerlandesa foi uma das primeiras seleções europeias a recrutar negros em sua equipe, que por muito tempo ficou marcada por problemas de racismo. A maioria dos neerlandeses negros nasceu ou tem suas origens no Suriname, a antiga Guiana Neerlandesa, caso dos próprios Gullit e Rijkaard, além de Patrick Kluivert, Michael Reiziger, Winston Bogarde, Ryan Babel e Hedwiges Maduro (nascidos nos Países Baixos); e Aron Winter, Ulrich van Gobbel, Edgar Davids, Clarence Seedorf e Jimmy Floyd Hasselbaink (nascidos no Suriname). Outra ex-colônia que "contribuiu" com a Seleção Neerlandesa foi a Indonésia: das antigas Índias Orientais Neerlandesas (que, com este nome, disputaram a Copa do Mundo de 1938 juntamente com os Países Baixos) vêm as raízes de Giovanni van Bronckhorst e Denny Landzaat.

Nos Jogos Olímpicos obtiveram três medalhas de bronze em 1908, 1912 e 1920.

Década de 1930: As primeiras partidas em Copas do Mundo

Nesta década, a seleção dos Países Baixos teve as suas primeiras participações em Copas do Mundo - 1934 e 1938, sendo desclassificada na primeira fase (que era disputada em jogo único de eliminatória simples) em ambas.

Em sua primeira participação, na Copa do Mundo de 1934, realizada na Itália, o time foi eliminado pela Suíça, na derrota por 3x2, no dia 27 de maio. Sua classificação final foi o nono lugar.

Na Copa do Mundo de 1938, repetiu o mau desempenho da anterior. Desta vez, fora eliminada pela Checoslováquia, ao perder por 3x0. Sua classificação, desta vez, foi o 15º lugar (a frente apenas da Indonésia, sua antiga colônia, que levou 6x0 da Hungria).

Décadas de 1950 e 1960: Anos Difíceis

Os Países Baixos, após suas primeiras participações em Copas do Mundo, ficaram fora de cinco Copas do Mundo (de 1950 à 1966). Nas Eurocopas de 1960 e 1964, não participou devido a problemas com seus jogadores.

Por outro lado, em 1968, conquistaria a medalha de ouro nas Olímpiadas vencendo a Argentina por 3x1, inaugurando uma nova fase para o futebol neerlandês no cenário europeu e, posteriormente, mundial.

Década de 1970: O Carrossel Neerlandês

Após a Copa do Mundo de 1970, o técnico Rinus Michels dirigiu os Países Baixos e, na Eurocopa de 1972, a seleção neerlandesa só perdeu para a Alemanha Ocidental, na Espanha, por 2x1.

Nas Olimpíadas de Munique, levou a medalha de ouro sobre a Itália por 4x2. Também revelaria ao futebol mundial o habilidoso meio-campista Johann Cruyff, que seria o maior astro da história do futebol neerlandês.

A campanha na Copa do Mundo de 1974 foi histórica: em sete jogos, cinco vitórias, um empate e uma derrota. A derrota, inclusive, tirou o título das mãos dos Países Baixos, pois foi na final contra os alemães ocidentais (2x1, de virada, para os donos da casa). Apesar de não ter sido a grande campeã, encantou o mundo com uma maneira dinâmica de jogar futebol, onde os jogadores não guardavam posições e faziam a bola passar de pé em pé até chegar ao golo adversário. Esta tática, considerada revolucionária, foi denominada de "carrossel" e acabou apelidando carinhosamente aquela seleção de Laranja Mecânica, em homenagem ao clássico filme de Stanley Kubrick e sucesso cinematográfico da época.

Em 1978, sem Cruyff, com problemas com a sua seleção, os Países Baixos apostaram em Rensenbrink para o título. Apesar do começo claudicante, classificou-se em 2º lugar no grupo (no desempate em número de gols sofridos contra a Escócia e passou à fase seguinte da competição.

A virada seria na segunda fase. Com duas vitórias e um empate, os Países Baixos classificariam para a final. Diante dos donos da casa, os Países Baixos perderiam o título para a Argentina, na prorrogação, por 3x1. Nessa fase, os Países Baixos revelariam muitos craques: Cruyff, Krol, Neeskens e Rensenbrink.

Década de 1980: A melhor seleção da Europa

Os Países Baixos ficaram de fora das copas de 1982 e 1986 e cairiam na 1ª fase da Eurocopa da Itália em 1980. Mas, no final da década de 1980, com uma nova seleção e a volta do técnico Rinus Michel, os Países Baixos fariam uma excelente campanha. Contando com jogadores como Rijkaard, Koeman, Van Basten e o incrível Gullit, conquistaria a Eurocopa de 1988.

Campanha na Euro 1988

A finalíssima foi contra a União Soviética. Além da vitória por 2x0, ficou marcado também o gol de rara beleza, marcado por Marco Van Basten.

1990-1994: A Nova Seleção

Os Países Baixos, então campeã da Europa era favorita ao título mas,não se inspirou muito e acabou caindo nas Oitavos de Final, diante da Alemanha Ocidental e ganhou sua pior colocação na história do mundial: 16ºlugar.

Em 1994, a nova seleção neerlandesa partia como favorita ao título aos Estados Unidos, disputou o Grupo F, iria classificar para as Oitavas de Final eliminado a Irlanda mas, cairia diante do Brasil na fase seguinte, em uma partida disputadíssima onde cogitou-se falha da arbitragem no terceiro gol Brasileiro, fato que aconteceu.

1995-2000: A Nova Laranja Mecânica

Após o Mundial de 1994, uma nova geração passa a defender as cores dos Países Baixos. Além de Van der Sar, que fora reserva naquela Copa, novos valores surgiram com grande destaque. Muitos deles oriundos do Ajax de 1995, campeão europeu e mundial.

Para a Euro 1996, uma seleção jovem prometia novamente bons momentos para a apaixonada torcida laranja. Líder de seu grupo, despontava como uma das possíveis candidatas ao título. Seu adversário era a França, que também passava por um processo de renovação. Empate no tempo normal e vitória francesa nos penaltis. A promessa ficava para o Mundial de 1998.

Então, chegava a hora daqueles garotos enfrentarem a Copa do Mundo. Em um grupo disputado, empatou com a Bélgica (0x0) e o México (1x1), e goleou a Coréia do Sul (5x0). Classificou-se em segundo e enfrentou a forte equipe da Iugoslávia em um jogo emocionante, com vitória laranja por 2x1.

Nas quartas, um jogo histórico contra a Argentina. Nervosismo, jogo difícil e um resultado conquistado nos últimos minutos, em um golo de Bergkamp após um lançamento longo do zagueiro Frank de Boer, selando o 2x1 e, além do mais, o cartão vermelho dado ao Ariel Ortega por ter dado uma violenta cabeçada no queixo do goleiro Van der Sar. O próximo adversário seria o Brasil, campeão de 1994. Mais um jogo emocionante e cheio de alternativas, que acabou indo para os penaltis - após o 1x1 do tempo normal - . Para a infelicidade neerlandesa, mais uma derrota no meio do caminho.

Só restava a disputa do terceiro lugar. Mas, novamente aconteceu uma derrota, desta vez para a Croácia, por 2 a 1 e o conseqüente quarto lugar.

A última grande chance para arrebentar era o Euro 2000, sediada em conjunto com a vizinha Bélgica. A seleção parecia bastante mais experiente e pronto para festejar com a sua fanática torcida. O início foi promissor, com três vitórias na fase inicial e uma goleada contra a Jugoslávia nas quartas de final. Mas, veio a semifinal contra a Itália, famosa pelo futebol excessivamente defensivo. Um verdadeiro jogo emocionante, com direito a um penalti errado por Frank de Boer e um incómodo 0x0 no tempo normal.

Infelizmente, a sina da decisão nos penaltis continuou a perseguir os neerlandeses. Nova derrota nos penaltis e um "trauma" se produziu no futebol Neerlandês a partir daquele dolorido terceiro lugar em casa.

2001-2004 E o trauma continua...

Após a eliminação no Euro 2000, os Países Baixos contratam o treinador Louis Van Gaal, multi campeão no Ajax e no FC Barcelona. De temperamento forte e conduta duvidosa, não consegue extrair o máximo de seus jogadores e, por dois pontos, perde a chance de ir à Copa do Mundo de 2002, estigmatizando uma preciosa geração de jogadores selecionáveis neerlandeses. Desacreditada, disputa a Euro 2004. A marca daquela seleção foi a superação após a má estreia contra os alemães. Classifica-se com certa dificuldade e obtém sucesso, nos penaltis, contra a Suécia nos oitavos de final. O novo desafio era a seleção da casa, Portugal. Mas, desta vez, faltou futebol competitivo e a derrota por 2x1 foi merecida e um sinal de alerta para uma renovação no grupo de jogadores.

2005-2006: É tempo de renovação

Após a derrota em mais uma competição em que teria reais chances de vencer, o futebol Neerlandês sentiu a necessidade de promover uma renovação nos quadros relacionados à seleção laranja. Para tal, a federação neerlandesa contratou um jovem treinador, mas velho conhecido da torcida: Marco Van Basten.

Van Basten, jovem treinador, promoveu a entrada de novos valores nas convocações para as eliminatórias da Copa do Mundo de 2006. Saíram algumas figuras da "geração de 1995", como Kluivert, Davids e Reiziger, e firmaram-se jogadores que destacavam-se pelo talento e juventude, como Rafael van der Vaart, John Heitinga e outros, que foram reservas na Euro 2004.

Sem grandes medalhões, os Países Baixos surpreendem e fazem uma campanha invicta nas Eliminatórias europeias, acabando em primeiro lugar e classificando-se de maneira direta para a Copa do Mundo de 2006.

No Mundial, sediado na Alemanha, participa de um grupo difícil, composto por Argentina, Sérvia e Montenegro e Costa do Marfim. Com duas vitórias e um empate, classifica-se em segundo lugar (empatado em número de pontos com os argentinos, perdeu no saldo de golos), para enfrentar Portugal, considerada favorita ao título em 2006, nas oitavas de final.Nesta partida ficou clara a falta de jogadores como Seedorf e Jap Stam, pois a equipe contou com um jogador a mais em boa parte do jogo e por falta de experiência, em virtude de ser uma jovem equipe, não soube tirar proveito da vantagem numérica.

Na partida decisiva contra os portugueses, apresenta um futebol burocrático, da mesma forma que nos três jogos anteriores, sem garra e demonstrando inexperiência dos jogadores mais jovens. O resultado foi a derrota por 1 a 0 para os portugueses. Mas, a maior marca foi a violência e o antijogo de ambas as equipes.

 



Esquadra

NomePosiçãoNível FãsGrupos
Klaas-Jan Huntelaar
Falta
310
0
Nigel de Jong
Meio de Campo
42
0
Gregory van der Wiel
Defesa
20
0
Robin van Persie
Falta
1091
0
Joris Mathijsen
Defesa
6
0
Khalid Boulahrouz
Defesa
30
0
Eljero Elia
Meio de Campo
28
0
Dirk Kuyt
Falta
440
0
John Heitinga
Defesa
33
0
Edson Braafheid
Defesa
5
0
Última Edição por:
Em: agosto 29, 2009
Versão: 2