Biografia de Thierry Daniel Henry

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Descrição

Thierry Daniel Henry (Les Ulis, Essonne, 17 de agosto de 1977) é um futebolista francês. Foi contratado em junho de 2007 pelo FC Barcelona após defender o Arsenal desde 1999.

Henry cresceu no bairro de Les Ulis, Essonne, onde jogou por clubes locais como junior e mostrou grande potencial. O Monaco contratou-o em 1990. Estreou entre os profissionais em 1994, e ficou no Monaco até 1998, onde, em boa forma, foi convocado para a seleção francesa de futebol. Em 1998 Henry foi transferido à gigante italiana Juventus, mas após uma temporada sem sucesso foi vendido ao Arsenal por £10.5 milhões em 1999.

Foi no Arsenal que Henry teve maior sucesso como jogador. Jogando na Premiership, logo ele se firmou como principal artilheiro da equipe em quase todas as temporadas suas pelo clube. Seu mentor e treinador Arsène Wenger transformou-o no maior artilheiro da história do Arsenal, com mais de 200 gols. Com os Gunners, Henry venceu duas vezes a Premiership e três vezes a FA Cup. Foi também indicado duas vezes para Melhor Jogador do Ano e recebeu duas vezes o prêmio de melhor jogador da temporada pela Barclays Premiership.

Nas suas duas últimas temporadas pelo Arsenal, Henry foi o capitão do time e levou-o à final da UEFA Champions League em 2006. No entanto, em Junho de 2007, depois de oito anos vestindo a camisa do Arsenal, o passe de Henry foi vendido ao FC Barcelona por £16.1 milhões.

Com a seleção francesa, Henry venceu a Copa do Mundo de 1998, a Euro 2000 e a Copa das Confederações de 2003. Devido aos seus títulos, hoje Henry é tido como um dos melhores jogadores do mundo.

Thierry Henry foi em duas oportunidades escolhido como o segundo Melhor jogador do mundo pela FIFA, em 2003 e 2004. Perdendo para Zinédine Zidane e Ronaldinho Gaúcho, respectivamente.

 



 

Biografia

Começo de carreira

Henry é de descendência das Pequenas Antilhas; seu pai, Antoine, é de Guadeloupe, e sua mãe é de Martinique. Ele cresceu em Les Ulis, uma cidade com boas instalações para futebolistas. Em 1983, com seis anos, Henry mostrou um ótimo potencial, que levou Claude Chezelle a recrutá-lo para jogar no CO Les Ulis, clube local. Cinco anos depois, Henry jogou sua primeira partida pelo clube. Seu pai o pressionava para treinar, apesar do jovem não ser muito adepto de futebol à época. Em 1989, Henry foi jogar no US Palaiseau, mas um ano depois ele se mudou ao Viry-Châtillon e ficou lá dois anos. O treinador do US Palaiseau, Jean-Marie Panza, acompanhou Henry no Viry-Châtillon, o que levaria a Panza ser nomeado como mentor de Henry no futuro.

Em 1990, o AS Monaco mandou o olheiro Arnold Catalano observar o garoto de treze anos. No jogo assistido, Henry marcou todos os seis gols da vitória de seu time por 6-0. Catalano fez uma proposta a Henry para jogar no Monaco, sem nem mesmo ele fazer um teste no clube. Catalano pediu para Henry terminar os estudos em Clairefontaine, mas o diretor foi relutante em aceitar o pedido devido às más notas de Henry no colégio. Apesar disso, Henry obteve a permissão de completar os estudos, levando-o a conhecer Arsène Wenger, como juvenil do Monaco. Subseqüentemente, Henry assinou um contrato profissional com o Monaco, e sua estréia ocorreu em 1995. Wenger colocou Henry a jogar como meia-esquerda; por causa de seu ritmo de jogo, controle de bola e habilidade, ele jogaria bem contra laterais mais do que contra zagueiros. Em suas quatro temporadas pelo Monaco, Henry marcou 21 gols em 125 jogos, e ajudou o clube a vencer a Ligue 1 em 1996-97.

Em junho de 1997, Henry foi recompensado pelo bom futebol com uma convocação para a Seleção Francesa sub-20, onde jogou o Campeonato Mundial sub-20 com seus futuros companheiros de clube William Gallas e David Trézéguet. Quatro meses depois, o treinador da Seleção Francesa, Aimé Jacquet, convocou Henry ao time principal. Sua estréia foi contra a Seleção Sul-Africana de Futebol em 11 de outubro de 1997 em uma vitória por 2x1 dos franceses. Jacquet ficou tão impressionado que o convocou para a Copa de 1998, e foi o maior artilheiro francês da Copa com três gols. Ele estava certo de jogar a final — onde a França venceu o Brasil por 3x0 —, mas a expulsão de Marcel Desailly forçou uma substituição para deixar o time mais defensivo. No dia da Bastilha em 1998, ele foi premiado com a maior condecoração francesa, a Légion d'Honneur.

A boa forma de Henry continou na temporada 1998-99, quando o clube alcançou a semifinal da UEFA Champions League. Então Henry deixou o Monaco e foi para o clube da italiano da Serie A, a Juventus, por £10.5 milhões em Janeiro de 1999. um ano antes de David Trézéguet. Na Itália, Henry não conseguiu se adaptar à forma defensiva de jogo e fez apenas três gols em 16 jogos.

Arsenal

Sem sucesso na Itália, Henry foi transferido em Agosto de 1999 da Juventus para o Arsenal, por £10.5 milhões, reunindo-se novamente com Arsène Wenger. Trazido como um substituto de Nicolas Anelka, ele foi imediatamente posto a jogar como atacante, o que trouxe grande desconfiança sobre Henry. Inicialmente ele foi questionado sobre sua adaptação ao estilo inglês de jogo, por ter feito dez jogos sem marcar nenhum gol. Mas ele descobriu rapidamente a habilidade para arrancadas com velocidade e acabou a temporada com 26 gols.

No ano seguinte, Henry foi membro do time francês para a Euro 2000, e novamente marcou três gols, sendo o artilheiro da França. Na final, o time francês acabou por derrotar a Seleção Italiana e Henry ganhou seu segundo título importante pela seleção.

Sua segunda temporada pelo Arsenal provou que Henry seria uma das maiores descobertas do clube. Na temporada 2001-02, Henry marcou 32 gols em todas as competições e levou o Arsenal a uma dobradinha. No entando, a Copa do Mundo de 2002 foi uma decepção para os franceses, visto que foram eliminados ainda na fase de grupos do torneio sem marcar ao menos um gol. Após a primeira derrota da França, Henry foi expulso na partida contra a Seleção Uruguaia. A França empatou o jogo em 0-0 , mas Henry deixou de participar da partida final por suspensão; a França acabou perdendo por 2-0 para a Dinamarca.

Apesar do desapontamento internacional, a temporada 2002-03 no futebol inglês foi produtiva novamente para Henry, com 42 gols marcados nas competições disputadas pelo Arsenal e 23 assistências. Também levou o Arsenal a outro título da FA Cup. No fim da temporada, Henry jogou a Copa das Confederações 2003. Sem as estrelas Zidane e Patrick Vieira, Henry teve grande participação na conquista da Seleção Francesa, sendo eleito pelo Grupo de Estudo Técnico da FIFA o homem do jogo em três das cinco partidas. Na final, ele marcou na Morte súbita, o que ocasionou a vitória da França sobre a Seleção Camaronesa por 1-0. Henry recebeu a Bola de Ouro por ser o melhor jogador da competição e a Chuteira de Ouro por ser o artilheiro, com quatro gols.

Após a saída do compatriota Patrick Vieira, Henry também deixou o Arsenal.Henry foi fundamental na temporada 2003-2004 do Arsenal. Juntamente com Dennis Bergkamp e Robert Pirès, Henry assegurou que os Gunners se tornassem o primeiro time em mais de um século a vencer a Premiership sem derrotas. Esse também foi a segunda Premiership da carreira de Henry. Ainda assim, o Arsenal falhou em perder a temporada 2004-05 para o Chelsea F.C.. De qualquer modo, em 2004-2005 o clube venceu a FA Cup, e Henry marcou 31 gols em 42 jogos. Na Euro 2004, Henry jogou todos os jogos da Seleção Francesa. A França venceu a Seleção Inglesa na fase de grupos mas perdeu para a Seleção Grega nas quartas-de-final por 1-0.

A partida do compatriota Vieira no meio de 2005 significou que Henry seria agora o capitão do time. Juntamente com a resposabilidade de ser o artilheiro da equipe, ele seria o responsável por liderar um time muito jovem. Na temporada 2005-06, especificamente em 17 de outubro de 2005, Henry se tornou o maior artilheiro de todos os tempos do Arsenal com dois gols contra o Sparta de Praga, e assim quebrando o recorde de Ian Wright de 185 gols. Em 1 de fevereiro de 2006, ele marcou um gol no West Ham, fazendo seu gol número 151 na liga inglesa e quebrando o recorde histórico do Arsenal Cliff Bastin.

Ainda assim, o Arsenal não conseguiu vencer a liga novamente, mas alguma esperança sobrou para a final da UEFA Champions League em 2006. Os Gunners acabaram perdendo a partida para o FC Barcelona por 2-1. Essa derrota, combinada com duas temporadas sem o título da Premiership, trouxe muita especulação sobre a saída de Henry. No entanto, ele declarou lealdade e amor ao clube, assinando um contrato de quatro anos. Ele ainda afirmou novamente que recusaria uma outra proposta do Barcelona, tendo em vista seu amor pelo Arsenal. O vice-presidente do Arsenal, David Dein, afirmou mais tarde que o clube recusara duas ofertas de £50 milhões de clubes espanhóis para Henry antes de ele assinar seu novo contrato. Se a transferência fosse realizada, o recorde de ₤47 milhões pagos pelo Real Madrid por Zinedine Zidane seria quebrado.

Após a aposentadoria de Dennis Bergkamp, Henry teve Robin van Persie como parceiro de ataque no Arsenal.Entre as especulações de fim de temporada, Henry foi automaticamente escolhido como um dos titulares do time da França para a Copa do Mundo de 2006. Ele jogou em um esquema de apenas um atacante, mas após um começo de Copa do Mundo ruim, ele se tornou um dos melhores jogadores do torneio. Ele marcou três gols, inclusive contra o campeão em 2002 e favorito Brasil. No entanto, a França perdeu para a Itália nos pênaltis (5-3) na final. Henry foi um dos dez indicados para a Bola de Ouro de melhor jogador do torneio, prêmio que foi dado ao seu companheiro de seleção, Zidane.

A temporada 2006-07 de Henry foi marcada por lesões, algo que nunca havia acontecido com muita frequência em seu tempo no Arsenal. Mesmo com 10 gols em 17 jogos na liga inglesa, incluindo gols contra o campeão Manchester United em 21 de janeiro, a temporada de Henry acabou em 7 de março de 2007 devido à piora de lesões já existentes. No começo se pensava que ele perderia algumas semanas, mas exames revelaram que ele precisaria de três meses para total recuperação, perdendo a temporada. Wenger atribuiu as lesões de Henry à exaustiva temporada 2005-06.

Barcelona

 «Eu disse muitas vezes por que eu deixei o Arsenal, eu não quero ter que falar disso de novo, mas foi difícil deixar o clube. Eu sempre disse que se algum dia eu deixasse o Arsenal seria para jogar no Barcelona.» 
 
Em 25 de junho de 2007 Henry foi contratado pelo FC Barcelona, por £16.1 milhões com um contrato de quatro anos. Também foi revelado que o contrato tem uma cláusula de recisão de €125milhões. Em uma carta aberta ao The Sun, Henry citou a saída de David Dein e disse que continua incerto sobre o futuro de Arsène Wenger no Arsenal. No Barcelona, ele recebeu a camisa 14, que já foi de Johann Cruyff e que Henry usou no Arsenal.
 



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Em: maio 23, 2010
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